quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

IDEAR

CONSTATAÇÃO ANACRÔNICA





     Vinte minutos são suficientes para percorrer o centro de Ipatinga, em rotineira ebulição. Observo que há apenas um supermercado e muitas, muitas farmácias e drogarias. Acontece o mesmo em meu bairro e em outros bairros da cidade. Constatação anacrônica: O povo está tomando mais remédio, do que comendo. Dirão que as farmácias vendem cosméticos, produtos de higiene pessoal e não apenas remédios. Os supermercados também, além de venderem vestuários e roupas de cama. Se houvesse nas cidades mais cinemas, teatros, parques, sorveterias, clubes esportivos, bibliotecas e espaços de lazer, o número de farmácias diminuiria significativamente. É salutar trabalhar para viver e não viver para trabalhar. O povo quase não se diverte, come razoavelmente e toma muito remédio: eis o círculo vicioso contemporâneo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

POEMINHA


ALÍCIA



Alícia nasce...!

Enquanto o mundo
berra e golfa
as suas malícias.
Engatinha e faz birra
pelas grandes conquistas.

Alícia nasce...!
Vem fazer cócegas
nos sisudos dias.
Tirar-nos o medo
do futuro escuro.

Alícia chega...
Abraça a vida.
As mãozinhas frágeis
acariciam a alegria.
O balbuciar inocente
acalenta o mundo
e ensina as delícias
das coisas pequenas.

  Dora Oliveira - 05/02/2013.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FECHANDO O ANO

CONQUISTAS LITERÁRIAS EM 2012:

 


*1º lugar, no II concurso de contos de Lins/SP – Antologia a ser publicada;

*1º lugar e menção honrosa, no 16º concurso de contos Mansuetto Bernardi – Veranópolis/RS – Publicação em antologia;

*Menção honrosa, no II concurso de contos de Uberaba/MG – Publicação em antologia;

*Conto selecionado, no concurso “Maricá em prosa e verso”, Maricá/RJ – Antologia a ser lançada.

Bem, poderia ter sido melhor. Entretanto, ficou do tamanho do meu empenho. Em 2013, serei mais determinada e disciplinada. Amém!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

CONTO


DOS NOSSOS CATACLISMOS





“A profecia de 2012”, “Previsões dos Maias”. A banca de jornal estampa manchetes sensacionalistas, sobre o fim do mundo. Procuro uma revista tradicional, uma das poucas publicações impressas que ainda leio. Atualmente, quase o mundo inteiro busca informação na internet. Sinais dos tempos, diriam os antepassados. Quando eu era criança, o fim do mundo acontecia nas tardes de vendaval, trovões e relâmpagos tenebrosos. O clarão na casa fechada e a chuva torrencial lá fora. Minha avó assombrada, ralhava para guardarmos talheres, tesouras e joias que atraíam raios. “Parece que o mundo vai arrasar!” Castigo de um Deus rabugento, que ficava lá no céu, administrando o povo temente. Depois o tempo mudava de humor. O firmamento oferecia o espetáculo do arco-íris. Só não podia passar debaixo, “para não virar menino...”

Minha mãe e minhas tias vislumbravam os sinais do fim dos tempos, através dos escândalos familiares. Uma moça que aparecia grávida, um padre que deixava a batina para se casar, um rapaz com trejeitos diferentes. “Esse mundo está para acabar mesmo”. Coisas insólitas, que desgostavam Deus.

Tinha o apocalipse bíblico. Sobre esse, nem falavam com os pequenos. Murmuravam entre si, citavam São João evangelista. Era bom nem pensar. Coisa para o ano 2000, muito longe e intangível. Dava um friozinho no peito, como se encostasse um picolé, que derretia rapidamente, logo que a boneca Suzi chorava, pedindo carinho.

Deixo o calendário dos Maias dependurado na banca e ando pelas ruas, levando as incertezas e angústias de um mundo em seus derradeiros momentos. Deparo-me com muitas placas anunciando os serviços de tarólogos, cartomantes, astrólogos, gurus...

O ser humano sempre procurou o fim do mundo. O “abominável da desolação”, de Jesus Cristo. As profecias das Pitonisas de Delphi, da Grécia antiga e do livro chinês I Ching. Sempre o buscou fora de si, nas previsões indígenas, egípcias, celtas, científicas... Quiçá, o desejou intimamente, medonhamente.

O fatídico cometa Halley anunciou o cataclismo, em várias passagens pela suscetível terra. Entretanto, esteve por aqui em 1986, sem lesar nenhuma cabeça. Tijolos caíram em alguns transeuntes incautos, por descuido dos pedreiros, que trabalhavam nas construções.

Passo em frente a muitas igrejas, empanturradas de fiéis. Muitos se preparam para ser trigo e não joio, quando o soar das trombetas proclamar o juízo final, em dezembro vindouro. Creio que a maioria roga a Deus, pelos seus dilemas pessoais, pelas aflições palpáveis e cotidianas. O ser humano e o fim do mundo de si mesmo, não o acabar universal.

A hecatombe não vem do céu, para o traído, o endividado, o drogado, o idoso renegado pela família...

Para aquele que comete um delito, a condenação é o fim do mundo. Aquele que morre no coração de alguém sente a agonia do fim, do seu próprio mundo. Para o trabalhador demitido, o vestibulando que não encontra o nome na lista de aprovados, o doente terminal, aquele que perde a esperança, em um entrave qualquer da vida... É o fim do mundo dentro de si mesmo. Depois, renascem, como o arco-íris da infância. Todos nós temos os fins e os recomeços íntimos e diários.

Entro no bar de copo sujo e filosofia pura, que costumo frequentar. Suscito o tema da aniquilação da raça humana, em 21 de dezembro próximo. Encontro Nostradamus, que procura me convencer da veracidade das profecias, com cálculos matemáticos complexos. Discorda do garçom, que lhe mostra as notas de consumo de semanas, refazendo as contas várias vezes. O catador de lixo reciclável, alerta com voz grave, que da outra vez, foi com água e desta feita, será com fogo. Carrega nas costas, uma sacola de plástico grosso e inflamável, cheia de latas vazias. Um ufólogo cita a civilização asteca, formada por extraterrestres. Afirma que chegarão próximo do natal e provocarão o colapso da civilização. O hippie remanescente dos anos 70, replica que entramos na era de Aquarius. Viveremos tempos de amor e paz. Com a proximidade do sol, teremos mais energia. Acabará a mentira e poderemos ver a aura das pessoas. Têm os rapazes que saíram do trabalho e bebem cerveja, interessados nas moças da mesa ao lado, que estão em contagem regressiva. Faltam duas horas para o show do Skank e não dez dias para o final dos tempos.

Deixo o bar, desconfiada de que ninguém mais quer se aprofundar no fim do poço do mundo. Melhor é o fim do expediente, da tarde e desse papo de maluco. A mistura de incerteza e cerveja me entorpece. Será que acabará mesmo? Se soubéssemos, o futuro seria uma pluma ao vento e não esse peso que curva os nossos ombros.

O rico distribuiria o seu dinheiro, não haveria tempo para gastá-lo sozinho. Será?

O assalariado que economizou durante anos, para comprar a casa própria, iria viajar com o dinheiro, conhecer o mundo, antes que...

Ah, se tivéssemos certeza!

Viveríamos cada dia, intensamente e prazerosamente! Talvez, choraríamos e sofreríamos antecipadamente as perdas, apegados que somos aos ipads, iphones e afins.

Os apaixonados declarar-se-iam aos seus amados.

Se estivéssemos mesmo nos tempos do fim...

Muitos pediriam perdão aos seus desafetos. Alguns perdoariam.

Os meliantes deixariam de furtar. Haveria uma catarse generalizada. Todos tentando escapar do caldeirão fervente do capeta.

Talvez, não. Talvez a inconsciência coletiva guiasse os mortais, às vésperas da catástrofe.

Se pudéssemos decifrar os sinais do fim...

Os operários cruzariam os braços. Para que reformar Maracanã, Mineirão, construir estádio de futebol em São Paulo? Não haveria Copa do Mundo em 2014! Isso seria o fim prematuro, para milhões de brasileiros em ação e na expectativa.

Por que teríamos que fazer algo, enquanto aguardássemos o enigmático vinte e um de dezembro de dois mil e doze? Poderíamos ficar quietinhos no canto, passarmos a pão e água, nos penitenciando, meditando...

Ah, incerteza atroz! Parece que aflige somente a mim. Não vejo dúvidas nos semblantes de ninguém nas ruas. Os motoristas franzem as testas, impacientes com o trânsito lento. Querem chegar logo e se divertir bastante! Estão convictos de que viverão eternamente, pelo tanto que correm, trabalham e pelas coisas que acumulam. Quem sabe, acreditam que só eles restarão, para usufruir do litoral tropical? Ninguém passa pela tormenta dos últimos dias. Marcam no calendário, os feriados que terão, até o final do ano.

Será que vai se acabar mesmo? Prossigo, divagando. No tráfego embrutecido das dezoito horas, duas motocicletas se chocam e um dos condutores morre instantaneamente, no asfalto. Tenho certeza, de que pelo menos para ele, este mundo acabou-se.





domingo, 8 de abril de 2012

POEMA EM ANTOLOGIA

O TEMPO ALGOZ BENEVOLENTE

 


Se tens todo o tempo do mundo
basta um segundo
e choras o tempo perdido.
A mão do tempo
oferece e tira.
Açoita e afaga.
Enxuga a face,
serena a alma,
desfaz e tece.
As pernas do tempo
correm para frente,
jamais retrocedem.
Inexistente, o tempo
é invenção algoz e benevolente.
Elo entre o antes e o depois.
Onipotente, o tempo
morde e assopra.
Mofa, enferruja,
enruga e olvida.
Oculta segredos
que teimam em aflorar extemporâneos.
Lento nas angustiantes horas
acelera nas asas da felicidade.
E haja pernas
para correr contra o tempo!
Se é algoz ou benevolente
o tempo passa indiferente.
Ponte entre a vida e a morte.


 1º lugar, no I Concurso da Academia Belojardinense de Letras. Belo Jardim/PE - 2011.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

II CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A




   Participem, poetas e poetisas! É uma experiência enriquecedora. Os poemas serão julgados por escritores reconhecidos nacionalmente. O regulamento está remodelado e os organizadores mais experientes.

REGULAMENTO




II Concurso de Poesia Autores S/A

Realização: Blog Autores S/A (http://autoressa.blogspot.com)

Idealizador: Lohan Lage Pignone


1. DO OBJETIVO DO CONCURSO

Percebe-se um crescente número de poesias sendo divulgadas através de espaços virtuais, sobretudo em blogs. A má valorização e a descrença que se dá à poesia na sociedade têm gerado, nos últimos anos, um êxodo poético para o mundo virtual: espaços democráticos, sem pretensões lucrativas, que trazem do anonimato poetas de incontestável talento. Poetas que, por sua vez, não obtiveram boa receptividade (ou nenhuma) sob o aspecto mercadológico do material poético. Com base nesta prerrogativa, o blog Autores S/A tomou a iniciativa de estimular a produção de poemas, a formação e a divulgação de novos poetas. Nesta segunda edição do concurso, a expansão dos trabalhos dos poetas será ainda mais vasta comparada à edição do ano passado. O grande diferencial do Concurso de Poesia Autores S/A são as análises e ensinamentos deferidos por jurados – autores renomados e professores de alto gabarito – que se encarregam de direcionar os poetas, ensiná-los técnicas em prol de sua evolução na competição e, consequentemente, fora da competição. Tal característica não se observou, até então, em nenhum outro certame.


2. DAS INSCRIÇÕES

2.1 O período de inscrições se dará entre os dias 02 de abril de 2012 a 14 de maio de 2012.

2.2 Poderão se inscrever pessoas físicas, de qualquer idade, residentes legais em qualquer país, desde que o trabalho enviado tenha sido escrito em língua portuguesa (o que não impede, de forma alguma, o uso de termo estrangeiro no poema). O poema não precisa ser inédito na primeira fase de envio, sendo permitido o envio de poemas premiados em outros certames, bem como poemas publicados em blogs/sites e livros de autoria.

2.3 Não será cobrado qualquer tipo de taxa de inscrição.

2.4 Os participantes deverão, no período de 02 de abril de 2012 até 14 de maio de 2012, acessar o blog Autores S/A, cujo endereço é: http://autoressa.blogspot.com e preencher o formulário de inscrição que lá estará disponível, com os seguintes campos obrigatórios: nome e endereço completos, pseudônimo, telefone, data de nascimento, e-mail e, claro, o poema intitulado. O participante deverá ser seguidor (a) do blog Autores S/A (basta ir em Amigos S/A).

2.5 O pseudônimo disposto no item 2.4 não poderá conter qualquer semelhança com o nome real do participante.

2.6 O sistema de inscrição informará ao participante, via e-mail, se a inscrição foi ou não efetuada com sucesso. É de suma importância verificar a caixa de spam neste caso.

2.7 O poema deverá ter, obrigatoriamente, um título.

2.8 Os participantes serão excluídos automaticamente do concurso em caso de fraude comprovada ou de apresentação de poemas que não sejam de sua autoria, podendo ainda responder por crime de falsidade ideológica ou documental.

2.9 Os finalistas do ano passado, com exceção dos dois primeiros colocados (que não poderão se inscrever este ano), que queiram se inscrever novamente, por favor: enviem pseudônimos diferentes, bem como poemas diferentes.



3. DA BANCA DE JURADOS

3.1 O júri oficial será formado por pessoas reconhecidamente capacitadas em Literatura e/ou Artes e/ou Educação. Os convidados, para formarem o júri durante as etapas do concurso, serão autores (de renome ou não), ou pessoas de nível semelhante ao dos jurados oficiais.


4. DAS FASES DO CONCURSO

4.1 Haverá a pré-seleção dos poemas inscritos. A pré-seleção consistirá em duas fases: na primeira fase, serão classificados 30 poemas. Desses 30 poemas, uma nova seleção será realizada, com base em um novo desafio proposto para os 30 poetas.

4.2 Os poetas classificados serão devidamente informados, via e-mail, sobre todo e qualquer desafio que virá a ser proposto pela organização do concurso.

4.3 O término da segunda fase da pré-seleção se dará com a classificação de dez (10) poemas. Os dez poetas, respectivos, disputarão a fase final do concurso.



5. DA FASE FINAL DO CONCURSO

5.1 A fase final do concurso, disposta no item 4.3, será disputada em oito (08) etapas semanais.

5.2 Em cada etapa haverá uma temática estabelecida pela organização do concurso, a qual os poetas finalistas deverão obedecer no feitio de seus poemas.

5.3 As temáticas dispostas no item 5.2 serão encaminhadas para os poetas com cinco dias de antecedência em relação ao dia de postagem.

5.4 Todos os poemas da fase final deverão ser enviados para o e-mail do concurso (e-mail revelado somente para os classificados). Todos os poemas serão publicados no blog Autores S/A, de acordo com as etapas. As datas e horários/ prazos serão devidamente informados aos poetas finalistas na ocasião.

5.5 Os poemas da fase final deverão ser enviados em anexo ou no próprio corpo do e-mail do concurso, em fonte Times New Roman, tamanho 12. Não haverá limite de linhas/versos ou caracteres. Será permitido o envio de uma (01) imagem para ilustrar o poema (dado facultativo), exceto quando for determinado o contrário em alguma das etapas.

5.6 Os dez poetas finalistas disputarão as oito etapas em pontos corridos, ou seja, não haverá eliminação durante a fase final do concurso. O poeta que, ao término do certame tiver acumulado maior número de pontos, será consagrado o vencedor.

5.7 A pontuação, supracitada no item 5.6, será estabelecida da seguinte forma:

Os jurados empregarão suas notas de 9 a 10 (9,1 – 9,2 – 9,3 – 9,4, e assim até 10).

Abaixo, o padrão de pontuação que será estabelecido, dos poetas mais pontuados (soma de todos os jurados) até os menos pontuados na etapa:

1º - 12 pontos / 2º - 11 pontos / 3º - 10,5 pontos / 4º - 10 pontos / 5º - 9,5 pontos

6º - 9 pontos / 7º - 8,5 pontos / 8º - 8 pontos / 9º - 7,5 pontos / 10º - 7 pontos.

5.8 Haverá a participação popular durante o concurso, através de enquetes. Os poetas mais votados pelo público nas enquetes poderão receber apenas 1 ponto de bonificação nas etapas.

5.9 Não será permitido qualquer tipo de acordo entre os participantes durante a fase final do concurso. Tanto os prêmios quanto o título do concurso serão intransferíveis.



6. DA PREMIAÇÃO

6.1 A premiação do II Concurso de Poesia Autores S/A será distribuída da seguinte forma:

1º colocado: Uma quantia de 400,00 (quatrocentos reais) em dinheiro; 1 Troféu; 1 Assinatura, de seis meses, da revista Metáfora; 1 Caricatura (do poeta vencedor) e publicação de 3 poemas do concurso no site Mundo Mundano.
2º colocado: 1 aparelho de MP5 4GB; 1 Troféu; 1 Assinatura, de dois meses, da revista Metáfora e publicação de 2 poemas do concurso no site Mundo Mundano.
3º colocado: 1 aparelho de celular (Samsung); 1 Troféu; 1 Assinatura, de dois meses, da revista Metáfora e publicação de 1 poema do concurso no site Mundo Mundano.
4º colocado: 1 caderno Moleskine; 1 Assinatura, de dois meses, da revista Metáfora e 1 livro.
5º colocado: 1 Assinatura, de dois meses, da revista Metáfora e 1 livro.
6º colocado: 2 livros.

6.2 Haverá, ao término do concurso, uma postagem que irá celebrar e premiar os melhores poemas do concurso – abarcando os poemas de desde a segunda fase da pré-seleção. Será a premiação extra, que será dividida em categorias. São elas:
a) Melhor poema
b) Melhor título
c) Melhor verso
d) Melhor estrofe
e) Melhor criatividade
f) Melhor intertextualidade

6.3 O vencedor de cada categoria receberá um (01) livro como premiação e terá seu poema publicado no Portal Cronópios.

6.4 Durante o certame, serão sorteados prêmios entre os participantes.

6.5 Todos os prêmios serão devidamente enviados, por Correios, após o término do concurso.



7. DISPOSIÇÕES FINAIS

7.1 Durante todo o período do concurso, o espaço do blog Autores S/A ficará reservado unicamente para o recebimento de textos concernentes ao concurso de poesia.

7.2 Ao fazer a inscrição, o autor estará concordando com as regras do concurso, inclusive autorizando a publicação da obra no blog Autores S/A. O autor responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei dos Direitos Autorais.

7.3 Os participantes serão prontamente avisados sobre a classificação ou a não classificação para a fase seguinte logo ao término da pré-seleção.


Dúvidas? Entre em contato:
E-mails: poesiaautoressa@gmail.com ou lohanlp@yahoo.com.br

TOP 11 - O SERTÃO

Sertanizar



Os ombros curvados pela tristeza.
O cotidiano enfadonho
parece nos sugar.
É hora de sertanizar!

Pelo Rio Doce
na canoa de tronco do jatobá,
de carro, ultraleve,
nas asas da seriema,
no divagar... Chega-se lá.
E colhemos o lastro.

Os caminhos dessas sertanias
são feitos pelo andar.
As gentes dão passagem, dão bom dia!
Voltamos às raízes, colhemos a cortesia.

Os raios de sol incandescem
o cerrado dessas Minas
e campos Gerais,
amorenam a tez e douram
as penas do canário da terra.
Colhemos as luminescências.

Florescem no matagal as orquídeas,
as sempre-vivas, os lírios...
Semeados pelos anus, sanhaços e bem-te-vis,
que se regozijam na cantoria
dos curiós, sabiás e colibris.
Colhemos o vicejar e a alegria.

Mangas, pitangas,
goiabas, jabuticabas maduras...
caem na palma da mão,
em profusão,
ao menear dos galhos.
Colhemos a seiva e o cerne.

As sertanias agrestes afugentam
nossos receios... Velam nosso sono.
A boca fria da noite
tem hálito de hortelã.
Tem uma estrela para cada pedido.
E colhemos o equilíbrio.

Cosmopolitas refeitos,
é hora de regressar!
Ficam as sertanias
sempiternas...

     Fiquei por aqui na competição. Gosto muito desse poema, que ainda haverei de publicar em um livro solo, junto aos outros que esperam adormecidos nos arquivos do HD.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

TOP 13 - CRÔNICA SOCIAL

INDIGNAÇÃO




Erguem-se os braços indignados!

O pichador traça seus descaminhos
nas paredes alheias.
O catador separa os dejetos
sem reciclar o hoje em amanhã promissor.

Só indignação não move a nação.

As turbas não sabem
de sua força transbordante,
como sabem as águas.
E moldam-se aos calabouços dos mandatários.

Os indignados acéfalos marcham a esmo!

O cidadão cumpre horários, leis
e paga ônus tributários,
depositados em cofres íntimos
nas cuecas de malha.

A ferida de fígado bovino
da perna do mendigo cai,
quando corre atrás do menino
que lhe rouba a esmola.

A nação carece de ação.

As turbas não sabem
de seu poder de mobilização,
como sabem os vendavais.
E os mandatários erguem palácios.

A ciranda indignada dissipa-se de inanição!

O indignadinho acalenta
o único sonho na vitrine da padaria,
já que notebook e Playstation
não sobem o morro de sua casa.

As pedras que fuma
acertam em sua cabeça.
Os mandatários recolhem, fazem de escada
e ascendem ao plano mais alto.

Uma nação se edifica com indignação e ação.

As turbas não sabem
de sua capacidade de mutação,
como sabem as estações.
E os mandatários se perpetuam no poder.

Até esta indignada poesia!
Com os versos quebrados, prosaicos
e a lírica redundante,
ainda persiste no refrão:

Uma nação se edifica com indignação e ação!

TOP 15 - HAICAI

PRIMAVERA DOURADA



O girassol traz

a cor, o vigor e faz

setembro florir.

MEU BLOG DE CARA NOVA

     Estive em off por algus meses. Remodelando o blog, os conceitos, as palavras, as ideias e a poesia. Acrescentei um link para o blog de concursos literários, muito bem organizado pelos companheiros das letras da comunidade Concursos literários do Orkut. Confiram os concursos entrando no link da lateral.
     Estou postando os poemas que participaram do concurso AUTORES S/A, com os respectivos temas.

RESSONÂNCIAS DO TEMPO


Tema: O velho e o tempo




O tempo...
Um trem...
Tempos de menino...
O trem que vem
Rasgando o cerrado,
Traz boas novas
Às cidades e vilas
Incrustadas nas serras de Minas.
Um trem...
O tempo...
O trem que passa
Traz o minério
E leva o aço.
Tempos de trabalho,
Progresso e mocidade...
O tempo...
Um trem...
O trem passa,
Traz o amor
Que o tempo leva.
O ir e vir encontram-se
Na estação e se entrelaçam
No coração dolente da maturidade.
Trens não andam para trás.
Tempos não voltam jamais.
Seguem
Em trilhos paralelos,
Por túneis desconhecidos
Rumo ao porvir.
Um trem...
O tempo...
São fragmentos de lembranças...
Cochilando na varanda,
O velho senhor escutou
O assovio de uma criança
Parecido com o apito de um trem.
Muito distante,
Quase inaudível...
E voltou ao passado.
Reminiscências...
Ressonâncias de um tempo...
Um trem...
Uma saudade...
Foram-se as Marias,
Dos vagões e das carícias.
Fumaça agora, só das fábricas.
Nada incide em sua vida,
Além de contemplar os verdes montes
Que os edifícios ainda não cobriram.
Lembranças do velho senhor...
Bibelô na cadeira de balanço
Esquecido pelos da casa.
Reminiscências...
Ressonâncias de um tempo...
Um trem...
Uma saudade...

domingo, 24 de julho de 2011

TOP 11 - O SERTÃO

O tema do Top 11 foi O SERTÃO. Considerei um tanto repetitivo e quis poetar um sertão acolhedor e refúgio para resgatar alegrias e valores. Não deu. Os júris não gostaram, alegaram que faltou poesia. Realmente, eu e a posia não conseguimos nos encontrar. A cada vez que nos olhávamos, ela mudava de calçada, zombateira, brincava comigo. Não cresci dentro da competição. Parece que pesava um pouco, ter que fazer um texto de qualidade toda semana. Depois que passou, vieram ideias novas para o tema, mas já era tarde. Senti ter saído, por perder a oportunidade de ter os meus poemas avaliados por profissionais gabaritados e aprender com as dicas. Nesse certame, eu primei sempre pela originalidade. Não fiz nenhum poema baseado em textos de poetas consagrados, embora os admire. Vi alguns poemas de concorrentes com pensamentos de outros poetas.  Seria inteessante ser um escritor do blog SUTORES S/A, ganhar a assinatura da revista literária e fazer poesia para ser avaliada.  Ficou por aqui, satisfeita pela oportunidade e pela atençao dos mediadores do blog.

O ponto marcante deste campo platônico foi o número de leitores que votaram. Bateu recorde os mais de 300 votos. A poetisa ANJO teve 130 votos, tive 127 e a Ivanúncia Lopes 121, que permanece na competição. Foi uma votação acirrada e  emocionante. Ora, empatávamos, era, eu me salvava e depois entrava na faixa de eliminação novamente. Agradeço a todos que me prestigiaram com seus votos. Fico por aqui, sem ressentimentos, poetando, vida afora...

domingo, 10 de julho de 2011

TOP 13 - TEMA: CRÍTICA SOCIAL



No top 13, o tema foi a crítica social Já explorei bastante esse tema. Minha obra literária quase toda é de crítica social, tanto contos, como poesia e principalmente, o meu romance. Os meus melhores poemas já foram publicados e os inéditos estávam aquém do certame. Ao término do poema, percebi que ficou panfletário e didático, como disseram os jurados e com razão. Não havia tempo para fazer outro. Não tem como deixar de ser panfletária. Vivo em uma região de siderúrgicas. Ainda tenho a liga das questões operárias, suas greves e reivindicações. O meu INDIGNAÇÃO ficou redundante, como os problemas sociais, que não mudam, só aumentam. Ficou parecido com o poema do participante O VELHO, de nome É HORA. Ele foi bem mais sintetizado e sucinto que eu. As mudanças só vêm com a ãtitude do voto. Usei a palavra ação, invés de atitude por ser mais sugestionável com nação e indignação. 
Nesta etapa, percebo que estou muito afastada da poesia. Tenho feito muitos contos e crônicas, obtido prêmios em concursos, mas me desligado da poesia. E poesia é magna. Quero continuar na competição para exercitar o fazer poesia. Penso, que li alguns livros que não eram tão importantes e ainda não li alguns imprescindíveis á minha formação. Desde criança leio muito, tudo que aparecia em minhas mãos. Nunca fui muito de selecionar livros. Não tive professores que se interessassem por mim e orientassem quais livros deveria ler. Sinto que há poetas clássicos que deveria ter lido. Ainda há tempo.
Lendo as críticas dos jurados, sobre alguns poemas abordarem bem o tema crítica social, mas serem pobres poeticamente (inclusive o meu), creio que muitas músicas consideradas lindas, de tema social, são bem panfletárias também. O Podres poderes, do Caetano, será que tem poesia? E QUE PAÍS É ESTE?, da Legião urbana? São grandes músicas, mas e a panfletagem? Agora entendo, porque muitos críticos não consideram os letristas de música  poetas. Há letras que ficam maravilhosas dentro da melodia, mas se lidas  no papel são bem didáticas.
 Mais uma etapa vencida. Vamos à próxima!

domingo, 3 de julho de 2011

I CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A

TOP 15 - HAICAI



Passei a semana elaborando os hacais. Uma experiência interessante e até divertida. Um aprendizado. É bom conhecer novas formas, mesmo não sendo o nosso estilo. O concurso exigiu haicai tradicional japonês, 3 versos de 3-5-3 sílabas. Procurei usar palavras curtas,  poucas vogais átonas, já que não tenho muita experiência em métrica. Quanto mais eu elaborava, mais fugia do conceito de haicai, que é uma sensação, uma impressão, um olhar do olhar. Quanto mais simples, melhor. Segundo os jurados, a métrica do meu haicai ficou certa, mas faltou poesia. Continuo achando que a busca pela técnica empobrece a verve, a poesia. Pelo menos, é o que acontece comigo.
O maior aprendizado que tirei deste top, foi que devo procurar sintetizar em minhas poesias. Ter concisão e usar as palavras mais sugestivas e o menos palavras possíveis, para expressar muitas ideias, fazendo haicai ou outra forma de poema. Percebi, também, que nem tudo que Millôr Fernandes e Paulo Leminsk fazem é haicai. Eles fazem muito poeminhas de três versos, seria um haicai abrasileirado. Até estou gostando de fazer haicais. É um exercício mental, que pode prevenir muitas doenças cerebrais.
Tem um vídeo muito bonito no blog, com trechos dos poemas do TOP 17. Acessem e assistam: http://autoressa.blogspot.com/2011/07/comentarios-notas-e-anuncio-do-campo.html

domingo, 26 de junho de 2011

I CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A - TOP 15

TOP 15  -  ESTILO HAICAI

Começou o TOP 15, estilo haicai. Era isso que temia, sinceramente, não aprecio fazer poesia nese estilo japonês, embora goste das que os outros fazem. Sem preconceito, apenas acho, que a preocupação com a técnica pode empobrecer a criação poética. Contar sílabas aprisiona os versos, eu os prefiro livres, ritmados, cadenciados... A vantagem do haicai: é um exercício de concisão e síntese. É o expressar ideias em poucas palavras. Aceito o desafio, vamos lá, aprender a ser concisos e sintetizar o essencial. Acompanhem http://autoressa.blogspot.com/2011/06/comentarios-notas-e-anuncio-do-campo.html  Meu pseudônimo é SEMPREPOETA.  Não citem o meu nome nos comentários, só o pesudônimo, por favor.

I CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A



Fui selecionada para participar do concurso de poesias do blog AUTORES S/A, juntamente com mais 16 poetas. Para a seleção inicial, enviamos um poema de tema livre. O concurso funciona como um BBB cultural e a cada semana serão eliminados dois concorrentes.

TOP 17: Encerrado sábado. O tema proposto para o poema livre foi O VELHO E O TEMPO. Tivemos que entregar os poemas na quinta-feira. Fazer um poema com tempo determinado pode empobrecer a criatividade. E se faltar a inspiração? Mas é um desafio! Gosto de desafios. O meu RESSONÂNCIAS DO TEMPO ficou entre os mais pontuados da peleja. Alguns jurados disseram que usei muitos lugares-comuns e metáforas gastas. Claro, mas o tema, também nos remete a isso. Foram eliminados dois concorrentes pelo voto dos internautas. Os três poemas menos votados pelos jurados, vão para o campo platônico e são avaliados pelo pública, que elimina o pior. Permanecem 15 poetas para o TOP 15.
Acompanhem no blog  http://autoressa.blogspot.com/2011/06/comentarios-notas-e-anuncio-do-campo.html    Meu pseudônimo é SEMPREPOETA.  Não citem o meu nome nos comentários, só o pesudônimo, por favor.
Não sou adepta a concursos que terei que pedir votos e incomodar meus amigos. Além diss, nem sempre vence o melhor texto nesse tipo de competição. O concurso da AUTORES S/A me interessou, pela oportunidade de ter meu trabalho avaliado por profissionais gabaritados. Nunca tive oportunidade de participar de oficinas literárias e similares. Minhas referências literárias são os concursos que participo há tempos e tenho obtido êxito em vários. Entrei nesse, para aprender e adquirir mais experiência como escritora. Se for eliminada muito cedo, vou sentir, não pelos prêmios que deixarei de ganhar, mas pela oportunidade que perderei. Não entro nesse por vaidade e orgulho. Ter o trabalho divulgado e lido é bom, porque estimula a criação e depois, os desafios me atraem. O tempo é curto para a inspiração, mas o velho hábito de escrever é meu aliado.

Se chegar à final, conto com o apoio dos amigos seguidores! Doravante, prossigamos!

sábado, 7 de maio de 2011

IDEAR




O TREM AZUL DESCARRILHOU



Cada jogo é um jogo diferente e tem sua história. Ao longo de várias competições perdidas e ganhas, nós torcedores celestes adquirirmos maturidade para assimilarmos bem isso. A derrota para o Once-Caldas nos deixou incrédulos. O torcedor vê o jogo pela lente da paixão, que muitas vezes é uma lupa a procura de erros e com tendência a generalizações. As justificativas que procuramos são intrínsecas a esse jogo. Parece-me que as apresentações espetaculares, na primeira fase da Taça Libertadores da América, sugaram toda a energia do time. Ao final das vitórias convincentes, com as redes adversárias cheias, eu sempre pensava que deveriam poupar gols para os próximos jogos. Entretanto, nos acostumamos com os júbilos e à contemplação da “maquina azul de fazer gols”. Justamente, no jogo decisivo, faltou gás, deu um apagão geral. Isso acontece, mas o trágico desta feita foi acontecer no momento crucial. Não vamos procurar culpados, nem execrar o Cuca. Futebol é assim e compreender isso, dispensa lamentações inúteis.

O que nos entristece é essa ausência súbita da harmonia do time, das apresentações espetaculares dos jogos anteriores. Fica a mesma sensação do jogo Brasil e Itália, na Copa de 1982, algo abruptamente rompido de forma brusca e inacreditável. Como se todo o trabalho da temporada fosse perdido. Como se a bola chutada pelo adversário, caísse nas redes do nosso goleiro e ficasse entalada na garganta do torcedor, travando o grito de gol. Dói mesmo é a alegria impedida, é a beleza de passes e dribles interceptados. Dói é a beleza interrompida repentinamente, como uma obra de arte, cujo artista morreu e não pode terminar. Como um quadro privado dos retoques finais, uma partitura que ficou pela metade sobre o piano e um poema sem a última estrofe. O belo atrai a alegria e são eternos aliados.

O alento para a torcida é que o Cruzeiro está vivo no campeonato Mineiro. Esqueçamos o passado e o pretérito do futuro, que poderia ter sido. Vivamos o presente. O trem azul está colocando os vagões nos trilhos, reabastecendo-se de energia e vai enfrentar o Atlético, nos próximos domingos. O destino final será a vitória. Pelo menos essa competição será encerrada, com uma bela alegria. “você pega o trem azul, o sol na cabeça”, como na canção do Lô Borges.

domingo, 22 de agosto de 2010

ATUALIDADES


Obtive destaque nos seguintes concursos em 2010:
* 2° lugar, no PRÊMIO VALDECK ALMEIDA DE JESUS - Edição V;
* Antologias 1 e 2 de contos da GRÁFICA BELACOP;
* 3° lugar, no CONCURSO DE CRÔNICAS ZIRALDO, promovido pela Feira do Livro de Ribeirão Preto / SP;
* Menção honrosa, no CONCURSO DE CONTOS PAULO SETÚBAL, de Tatuí / SP;
*Conto selecionado, no CONCURSO NACIONAL DE CONTOS DE HUMOR DO GRUPO FARROUPILHA. Leia o conto em http://www.teatrofarroupilha.blogspot.com/  

LIVRO DE POESIAS LANÇADO NA BIENAL DE SÃO PAULO

O livro PRÊMIO VALDECK ALMEIDA DE JESUS DE POESIAS - V - Edição 2009, foi lançado dia 21 de agosto na 21ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.   A coletânea é resultado de um concurso organizado em 2009. Foram mais de 600 poemas inscritos e 133 selecionados para a publicação. Com muita satisfação,  meu poema RETRATO DA REPÚBLICA  foi classificado em 2º lugar,  neste maravilhoso livro.              
Título: “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2009” - poesias
Org. Valdeck Almeida de Jesus
Editora: Giz Editorial
Páginas: 215
Onde comprar: Giz Editorial (on-line) ou direto com o organizador no site
http://www.galinhapulando.com/


RETRATO DA REPÚBLICA

Entre a ALCA e a Al Qaeda,
a República tropical caminha atrofiada.
Boca emudecida, olhos fechados
à miséria cultural, social e suas formas várias.
Politicamente conveniente, alienada e conivente.
Ainda somos índios deslumbrados e subornáveis.
Perdura por aqui a tradição colonial.
E dizem que a África é subdesenvolvida!
O buraco da vergonha exala o cheiro
dos dejetos da corrupção, na Praça dos Três Poderes.
Lancemos sementes e esperanças!
Pode acontecer de flores
Desabrocharem na lama e no concreto.
E chamam de imundos os operários suados,
que se acotovelam nos coletivos.
Homens e mulheres dão-se as mãos
e posam nus, no Parque do Ibirapuera.
Ao fundo, os raios luminosos do sol-nascente.
Ô fotografia indecente!

GRUPO FARROUPILHA DIVULGA RESULTADO DE CONCURSO DE CONTOS

O Concurso nacional de contos de humor, realizado pelo Grupo Farroupilha recebeu obras de artistas de várias partes do país. O Objetivo do concurso é selcionar 03 textos inéditos, que se configurem como contos de humor, para subsídiar a criação do novo espetáculo do Grupo, com estreia programada para dezembro de 2010.
O júri, composto pela escritora Nena de Castro, pelo ator, diretor e pioneiro das artes no Vale do Aço, Darci Di Mônaco, pelos atores do Grupo Farroupilha, Sinésio Bina e Claudiane Dias, selecionaram 15 obras, que serão publicadas no site do Farroupilha e dentre estas, as três premidas. 

PREMIADOS:
Conto: Gauche: Do outro lado da vida
Autor: Leonardo Gomes Ferreira  Cidade: Coronel Fabriciano, MG
Conto: O Arquivo vivo da prefeitura
Autor: Humberto Moacir de Oliveira  Cidade: Timoteo, MG
Conto: Uma Impressão bem Diferente
Autor: Marinaldo Alves de Lima Cidade: Olinda, PE

Os 12 Contos que serão publicados:
Conto: Lazo Barbosa
Autor: Delcio Amarante Mendonça  Cidade: BH / MG
Conto: Ciúme
Autor: Maria Luiza Falcão  Cidade: BH / MG
Conto: O Velória da comadre Aparecida
Autor: Adauto Elias Moreira  Cidade: Paraguaçu Paulista / SP
Conto: Loucamente Sã
Autor: Eduardo de Paula Nascimento  Cidade: Franca / SP.
Conto: O encontro de Saddam e Pinochet no inferno
Autor: Dora  Oliveira  Cidade: Ipatinga / MG
Conto: Felicidade Postiça
Autor: Perpétua Conceição da Cunha Amorim  Cidade: Franca / SP
Conto: Desfaz o Jogo
Autor: Tatiana Alves Soreas Caldas  Cidade: Rio de Janeiro / RJ
Conto: O caso do cachorro folgado com a galinha Dadó
Autor: Vasco Luiz Guimarães Lobo  Cidade: Uberlândia / MG.
Conto: A Rebelião das Estátuas
Autor: Carlos Roberto Naves Morais  Cidade: Boa Esperança / MG.
Conto: Masculino e Feminino
Autor: Maria Stela de Oliveira Gomes  Cidade: Governador Valadares / MG
Conto: A Encenação
Autor: Mauro Martiniano de Oliveira  Cidade: São Paulo / SP
Conto: O Fujão de Auréola
Autor: Sérgio Correa Miranda Filho   Cidade: Nova Friburgo / RJ

Leia os contos em  http://www.teatrofarroupilha.blogspot.com/

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PALHAÇOS, BEM-VINDOS AO CIRCO!



Vamos pintar o rosto de cores rubras, quanto mais fortes, melhor. Isso, coloquemos o narizinho vermelho de palhaço. Que palhacinhos obedientes somos nós! Nossa sujeição é cômica, só faltam mesmo os acessórios, para irmos às urnas, no próximo domingo.
Cumprimos o dever de cidadãos, comparecemos às urnas, em 2008 e votamos para Prefeito de Ipatinga. Agora, temos que repetir tudo, como se culpados fôssemos dos erros alheios. Então, nossos votos não tiveram valor? E o tempo que perdemos? E os créditos que demos aos programas e promessas dos nossos candidatos eleitos? Certamente, não são merecedores das nossas nobres expectativas. Estão zombando da nossa disponibilidade e da nossa boa fé de cidadãos, nos obrigando a votar novamente. Usam a Constituição para forçar o povo a votar, sendo que esse ato já foi cumprido. A Justiça não poderia ter permitido candidatos com processos em andamento, concorrerem às eleições. Tampouco, ter acatado inúmeros recursos de candidatos impugnados e inelegíveis. Duas eleições em um mesmo ano é muito cansativo e sai muito caro para os cofres públicos.
Como palhaços, assistimos às truculências dos tais candidatos. Ninguém quer renunciar a nada, abdicar-se de nada, em benefício da cidade, que permanece estagnada há quase dois anos. Todos dizem querer bem a Ipatinga, trabalhar pelo seu progresso. Pura falácia! Visam os seus próprios interesses, pelo dinheiro e muito pelo poder de estarem à frente da Prefeitura de uma cidade próspera. É a gama do poder, da vaidade. Se pensassem mesmo na cidade, não teriam recorrido tantas vezes, reivindicando os cargos. Acatariam às decisões da justiça, pela ordem e progresso de nossa terra.
Como palhaços, temos que suportar as campanhas políticas extemporâneas, com difamações e calúnias de ambos. Não apresentam projetos, plataformas de governo, somente coalizões esdrúxulas, que anos atrás, não imaginávamos possíveis. Abrindo a caixa de correio, nos deparamos com os panfletos de conteúdos vazios e caluniosos. Todos têm a cauda presa, parece até que algum se salva, nesse nessa lama de gusa.
O mundo todo assiste ao circo ipatinguense. Via internet, as notícias correm... As intrigas estão na rede. E os palhaços vão, em pleno domingo cumprir o já cumprido, eleger um novo prefeito, cuja posse é duvidosa. E se empossado, governará, até que um novo outro recurso, o impugnará. E vamos nós, para a cirandinha...
Considero a política essencial para a sociedade organizada. O voto é um direito que prezamos e exercemos com dignidade e boa vontade. Só não quero compartilhar com essa muvuca eleitoral e não concordo com a obrigatoriedade e o vexame que impõem aos cidadãos ipatinguenses.
Domingo próximo, narizinhos vermelhos e títulos à mão, bem-vindos ao circo, eleitores palhaços!